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GRANDES PERSONALIDADES NEGRAS

Atualizado: Jan 2

Um dos grandes pilares do Café Quilombo é gerar representatividade negra e uma das ações é homenagear grandes personalidades que fizeram história na construção do nosso país mas muitas vezes são esquecidos. Esses nomes não podem ser esquecidos e é nosso trabalho relembrar que eles existiram e fizeram com que muitos de nós tivéssemos a oportunidade de existir e resistir.


DANDARA DOS PALMARES Dandara fez história sendo um dos nomes principais da resistência quilombola do Brasil no século 17. Foi conhecida principalmente por ter sido a companheira de Zumbi dos Palmares (grande homenageado no Dia da consciência negra no Brasil). Não há registros do seu nascimento (data e local), no entanto, acredita-se que ela nasceu nas terras brasileiras e ainda nova se juntou ao Quilombo dos Palmares (hoje o estado do Alagoas). Teve três filhos com Zumbi e lutou em várias guerras de resistência aos colonizadores.


Dandara dos Palmares

TEREZA DE BENGUELA Escrava fugida do capitão Timóteo Pereira Gomes, Tereza foi esposa de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Quariterêre, na atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia e é a atual cidade de Cuiabá, na década de 1740. Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a rainha do quilombo no início dos anos 1750, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770. Para governar o quilombo, a rainha desenvolveu um sistema de parlamento, onde semanalmente se reuniam os deputados para decidirem sobre a administração do quilombo, sendo o de maior autoridade. A rainha Tereza comandou a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumento de trabalho, visto que dominavam o uso da forja. O Quilombo do Guariterê, além do parlamento e de um conselheiro para a rainha, desenvolvia agricultura de algodão e possuía teares onde se fabricavam tecidos que eram comercializados fora dos quilombos, como também os alimentos excedentes.


Tereza de Benguela


MARIA FIRMINA

Nascida em São Luís do Maranhão, a professora Maria Firmina dos Reis é conhecida como a primeira romancista do Brasil. Seu único livro, Úrsula, de 1859, é considerada a primeira obra literária brasileira a fazer críticas à escravidão, superando O Navio Negreiro (1870), de Castro Alves, e A Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães.

Apesar de ter sido bem recebida pela crítica local em sua época, a publicação acabou sendo esquecida — até ser reencontrada em 1962 pelo historiador Horácio de Almeida em um sebo.

Com poucos registros sobre sua história, boa parte da vida de Maria Firmina permanece um mistério para os pesquisadores. Sabe-se que era filha de uma escrava alforriada e um homem negro e, depois de ficar órfã, foi viver em Guimarães, no litoral maranhense, com uma tia. Trabalhou como professora de primário até 1881, quando se aposentou.

Um ano antes, fundou a primeira escola mista do Maranhão, onde crianças eram alfabetizadas gratuitamente. Ainda como autora, escreveu diversos textos em jornais, deixando clara sua posição abolicionista.


Maria Firmina


LUÍS GAMA

Nascido na Bahia, filho de uma liberta e de um português empobrecido, Luís Gama nasceu livre, mas foi vendido como escravo pelo pai que estava endividado. Foi para São Paulo aos 10 anos e trabalhou como escravo doméstico. Aprendeu a ler aos 17 e, nesta época, conseguiu provar junto aos tribunais que era mantido como escravo injustamente e que, portanto, deveria ser posto em liberdade. Uma vez livre, Gama passou a atuar como rábula, um advogado sem diploma que pleiteava causas específicas.

No seu caso, Luís Gama conseguiu libertar mais de 500 escravos alegando que todo negro chegado ao Brasil após 1831 deveria ser livre, tal como dizia a Lei Feijó. Escritor abolicionista, o enterro de Luís Gama foi um verdadeiro acontecimento em São Paulo acompanhado por 4000 pessoas.

Em 2015, a OAB - Ordem de Advogados do Brasil, lhe concedeu postumamente o título oficial de advogado


Luís Gama



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