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7 mulheres que entraram para história.


Nesse texto trazemos a vida de 7 mulheres que entraram para a história do nosso país. O objetivo é mostrar doses da vida delas que te aguce a procurar mais sobre o legado dessas mulheres.


Dona Ivone Lara


Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara, foi uma cantora e compositora brasileira. Conhecida como Rainha do Samba e Grande Dama do Samba ela foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo e a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano.


Ainda jovem quando fazia as composição pedia para seu primo apresentar as letras de música, sabendo que jamais aceitariam uma mulher como compositora. Yvone Lara da Costa chegou no nosso mundo em 13 de abril de 1922 e nos deixou em 16 de abril de 2018 com quase exatos 96 anos.


Dandara dos Palmares


Dandara foi uma guerreira negra do período colonial do Brasil. Após ser presa, cometeu suicídio se jogando de uma pedreira ao abismo para não retornar à condição de escrava. Foi esposa de Zumbi dos Palmares e com ele teve três filhos.


Assim como todas as mulheres Dandara tinha multitarefas, além das lutas e guerras ela também era responsável por toda a atividade econômica do Quilombo dos Palmares.




Ruth de Souza


Ruth Pinto de Souza nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Engenho de Dentro. Até os nove anos de idade viveu numa fazenda em Minas Gerais. Com a morte do pai, ela e a mãe voltaram a morar no Rio, em uma vila no bairro de Copacabana.


Foi a primeira atriz negra a protagonizar uma telenovela e foi a primeira artista Brasileira a ser indicada ao prêmio de melhor atriz num festival internacional de cinema, por seu trabalho na novela Sinhá Moça, no Festival de Veneza de 1954.



Tereza de Benguela


Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu em lugar incerto, mas sabe-se que o quilombo estava às margens do rio Guaporé, no qual está localizado na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no atual estado de Mato Grosso, no Brasil, durante o século XVIII.


Escrava fugida do capitão Timóteo Pereira Gomes, Tereza se tornou a Rainha do Quilombo do Quariterêre no início dos anos 1750, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada. Os sobreviventes passaram por humilhação pública, e foram marcados em ferro com a letra F, de fujão, e devolvidos aos seus antigos donos.




Tia Ciata


Hilária Batista de Almeida, conhecida como Tia Ciata (1854 - 1924) foi uma cozinheira e mãe de santo brasileira, considerada por muitos como uma das figuras mais influentes para o surgimento do samba carioca.


Tia Ciata tornou-se um símbolo da resistência negra no Brasil pós-abolição e uma das principais incentivadoras do samba depois de abrir as portas de sua casa para reuniões de sambistas pioneiros quando a prática ainda era proibida por lei. Nascida na Bahia, em 1854 e aos 22 anos levou o samba de Roda para o Rio de Janeiro. Foi a mais famosa das tias baianas (na maioria iyalorixás do Candomblé que deixaram Salvador por causa das perseguições policiais) do início do século, eram negras baianas que foram para o Rio de Janeiro especialmente na última década do século XIX e na primeira do século XX para morar na Praça Onze, na região da Cidade Nova.



Carolina de Jesus


Carolina Maria de Jesus foi uma escritora, compositora e poetisa brasileira, conhecida por seu livro "Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada" publicado em 1960. Carolina de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país.


Carolina nunca quis se casar para não ter que ser submissa aos homens. Manteve diversos relacionamentos afetivos ao longo da vida, tendo sido pedida em casamento por alguns namorados, mas nunca aceitou. Seus três filhos nasceram de parto normal, na cidade de São Paulo. As crianças desde cedo apegaram-se aos livros por influência da mãe, e todos frequentaram escolas públicas. Carolina registrou e criou seus filhos sozinha. Para sustentá-los, além de escrever e vender livros, fazia coleta de materiais recicláveis, realizava faxinas, lavava roupas para fora e dava aulas em casa, de alfabetização


Antonieta de Barros


Nascida em Santa Catarina, Antonieta de Barros foi professora e dedicou toda sua vida ao ensino. Fundou jornais onde defendia ideias a favor das mulheres. Ainda década de 30, entrou na política e foi a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina. Ainda na mesma década foi eleita pelo Partido Liberal Catarinense, para a assembleia que redigiria a nova Constituição. Esteve nas comissões que relatariam os capítulos Educação e Cultura e Funcionalismo até 1937, quando teve início a ditadura do Estado Novo. Depois, voltou para o magistério.


Em 1947, voltaria a ser deputada estadual em Santa Catarina e seria autora da lei que transformava o dia 15 de outubro em "Dia dos Professores" (Lei nº 145, de 12 de outubro de 1948).


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